Eleições nos EUA mexem com mercado de grãos

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Vitória democrata muda cenário financeiro enquanto soja e milho enfrentam pressão

O mercado de grãos inicia esta quarta-feira sob influência da política norte-americana, da oferta elevada e de novos dados agrícolas. Segundo a TF Agroeconômica, na abertura de 4 de novembro, a vitória dos democratas nas eleições legislativas dos Estados Unidos amplia as incertezas econômicas e se soma às pressões sobre soja, milho e trigo.

Na soja, há risco de novas liquidações por fundos com posições compradas elevadas. O mercado aguarda o relatório do USDA, que poderá elevar a estimativa de produtividade dos EUA e reduzir a previsão de processamento. Se confirmadas, essas mudanças pressionariam as cotações da soja e de seus derivados. A recuperação exige sinais mais fortes de demanda.

O milho abriu em leve queda em Chicago, pressionado pela segunda maior safra da história dos Estados Unidos. A previsão de tempo seco no Meio-Oeste favorece a colheita. Uma possível revisão para baixo nas exportações norte-americanas da safra 2026/27 também sustenta a postura vendedora dos investidores.

O trigo passou de leve baixa para ganhos modestos, beneficiado pelo dólar mais fraco. A reação encontra limites nas negociações por um possível cessar-fogo na região do Mar Negro. A TF aponta reunião trilateral prevista em Abu Dhabi para a próxima semana, após nove semanas consecutivas de perdas nos preços. Nos indicadores da manhã, o mini dólar brasileiro era cotado a R$ 5,5240, em alta de 0,65%. O petróleo Brent recuava 1,51%, a US$ 102,68, e o índice do dólar caía 0,38%.

Por Leonardo Gottems

Fonte: Agrolink

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